Por uma vida não “pacificada”

Queria contar um pouco dessa história, em que sonhamos com utopias, e vivemos barbárie. Há entre a nossa sociedade, uma dificuldade em entender essas duas palavras, “utopia” e “barbárie”, ou pelo menos suas diferenças. Explorá-las e entendê-las é um trabalho árduo, e merece um olhar cuidadoso para achar o porquê de nossos sonhos serem encarados como utopias.

Moradores e militantes percorrem a Maré por memória, cultura e direitos

No dia 09 de Julho, seis favelas da Maré foram percorridas na Caminhada por Memória, Cultura e Direitos. A passeata saiu do Museu da Maré, na Baixa do Sapateiro, até a praça do Parque União. O evento, organizado por grupos de militâncias diversas no bairro, reuniu moradoras e moradores, mães de vítimas da violência do Estado, ativistas da comunicação popular, da juventude, da arte, do movimento negro e todos os interessados nas pautas.

Luta pela Paz qualifica e ajuda mareenses a encontrar emprego

A ONG Luta pela Paz existe na Maré há quase 16 anos, e muita gente a conhece pelas atividades de esporte que oferece – boxe e artes marciais -, mas o que nem todo mundo sabe é que eles ajudam muita gente nas favelas a se qualificar profissionalmente e conseguir emprego. Com diferentes etapas e modos de atuação, muita gente se beneficia e entende mais do mundo do trabalho.

Museu da Rocinha realiza ação sonora-visual na praça

Na sexta-feira, 10 de junho, o Museu Sankofa História e Memória da Rocinha realizou uma ação sobre paisagens culturais e memórias da favela em parceria com o Instituto Moreira Salles na Praça da Rua 4. A atividade ocorreu no final da tarde, hora de rush, chamando atenção dos moradores que chegavam do trabalho, crianças e adolescentes que iam ou voltavam da escola. Quem não podia parar e assistir o curta “Memória Rocinha”, não deixava de esticar o pescoço para a tela de televisão exposta em cima de um carro, com quatro caixas de som, tentando acompanhar o que estava acontecendo. Além do vídeo, circularam áudios com depoimentos de moradores e vários monóculos com fotos antigas de Marc Ferrez e Augusto Malta e fotos recentes da Rocinha.

Museu das Remoções é inaugurado na Vila Autódromo

18 de maio, Dia Internacional de Museus, foi a data escolhida por moradores e apoiadores da Vila Autódromo para inauguração do Museu das Remoções. A Vila Autódromo está localizada na zona oeste, área onde os condomínios da Barra da Tijuca são expandidos e onde está sendo finalizada a construção do Parque Olímpico para os jogos de agosto deste ano. A Vila Autódromo era formada por cerca de 580 famílias e hoje são apenas 20 que resistem contra a especulação imobiliária e a política de remoções promovidas pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O Museu das Remoções surge como mais um instrumento de luta e que vem disputar a narrativa da memória dos megaeventos na nossa cidade.

Conheça a Favela da Kelson’s (1948)

Comunidade Marcílio Dias é também conhecida popularmente como Favela da Kelson’s, foi formada na antiga praia das moreninhas, entre os terrenos da Casa do Marinheiro e da fábrica da Kelson’s, a partir de 1948 por oito famílias de pescadores que ali ergueram palafitas. O seu nome é uma homenagem ao marinheiro da Armada Imperial Brasileira, Marcílio Dias.