Da janela para o ‘coletivo’

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Por Eliano Félix

Aumentos constantes e abusivos, bem acima da inflação, não são bons em nenhum sentido para a população, em nenhum setor. E quando falamos em aumento do preço da passagem de ônibus, onde a qualidade e segurança para os usuários não existe e onde salário digno com boas condições de trabalho sem dupla jornada para motoristas e cobradores também é precário, passamos a nos perguntar: qual o motivo real desse aumento? A resposta certa seria que vamos receber um melhor serviço.

Mas na prática não é o que acontece. Quem lucra mesmo com estes aumentos desleais são os donos das empresas que comandam a concessão do transporte público no Rio de Janeiro. Como são doadores de campanha eleitoral, cobram de seus aliados políticos, o retorno de seus “investimentos”. Assim, controlam também o poder público contra o público!

Com as manifestações que vêm acontecendo desde Junho, muita gente tem reclamado da dificuldade de voltar do trabalho e chegar em casa. Claro, o retorno depois de um dia inteiro de trabalho para um descanso com a família é justo e merecido! Porém, devemos entender que quem está ali nas ruas, na manifestação ou no protesto não é baderneiro, vândalo e desocupado como tem tratado grande parte da mídia comercial.

São trabalhadores, estudantes, profissionais, pobres, favelados, classe média também (porque não?!) que utilizam o transporte público e sofrem também todos os dias com essa máfia. Só que eles saíram da zona de conforto. São anos e anos de descaso com quem precisa de fato dos ônibus, barcas, trem e metrô. Manifestações como essas são necessárias.

A “democracia” que vivemos no Brasil foi conquistada através de muita luta, com manifestações, recebendo porrada, tiros e bombas. Alguns até pagaram com a própria vida. Claro, esta conquista ainda é utopia para a maioria da população. A indignação e a insatisfação com o descaso do poder público com o povo tem que ser demonstradas de alguma forma. Não podemos aceitar passivamente e ficar reclamando que a vida está difícil. Podemos e devemos protestar. As eleições estão aí, é hora de decidir nas urnas. Essa também é uma forma de dar a resposta aos políticos de que não esquecemos tudo. É assim que “eles” querem que continue: sem protesto, cobrança e repercussão. Quando os rodoviários fizeram greve, pediram 30% de aumento, receberam 7%…e, meses depois, aumento na passagem de 7%, coincidência? Vamos refletir.

SALVE A LUTA POPULAR E DEMOCRÁTICA!

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