Museu da Maré prepara lançamento de dois livros

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Por Redação Sopa Cultural

O Museu da Maré comemora uma década de serviços prestados ao conhecimento, cultura, educação e história da comunidade da Maré. Fundado em 8 de maio de 2006, o local surgiu da vontade de moradores da região contarem suas histórias e construírem o futuro a partir de referências territoriais e afetivas. Com mais de 50 mil visitantes (média mensal de 2 mil visitantes) desde sua fundação, o espaço abriga exposições permanentes e temporárias baseadas em doações de objetos de moradores, como fotos, utensílios domésticos e documentos. O museu conta com o apoio da LAMSA, concessionária que administra a Linha Amarela, e do Instituto Invepar, citados pelos fundadores, como empresas essenciais na da distribuição da cultura e do trabalho social. Para comemoração do aniversário, o Museu lançará dois livros “A Maré em doze tempos” e “A Guanabara por natureza”.

“O museu fala em primeira pessoa. O morador se vê dentro das exposições. Trabalhamos também com arquivo de imagens catalogadas (mais de 5 mil imagens), além de doações de objetos dos moradores e até fichas da década de 60, quando chegaram na comunidade pessoas vindas das remoções do Rio de Janeiro”, revela Antônio Carlos Vieira, um dos coordenadores e fundador do Museu da Maré.

Exposição 12 Tempos, tempo do cotidiano. l Foto: Thaís Cavalcante.
Exposição 12 Tempos, tempo do cotidiano. l Foto: Thaís Cavalcante.

Lamsa é parte da história
Localizado na Avenida Guilherme Maxwell, o Museu da Maré foi concebido em 12 tempos: água, casa, migração, resistência, trabalho, festa, feira, fé, cotidiano, criança, medo e o tempo do futuro. Em fotografias, vídeos, mapas e objetos dos moradores tudo está ao alcance da curiosidade dos visitantes. No centro do museu um casa feita de palafita reproduz fielmente uma residência de um morador da comunidade na década de 1960. Nos demais momentos, o público pode ver imagens da época do surgimento da favela e conhecer pontos marcantes de fé, inclusive, com um altar religioso, repleto de sincretismo, e um espaço reservado para o tema segurança pública, com cápsulas de balas e artes de paredes com marcas de tiros.

“O Museu da Maré é um polo fundamental do desenvolvimento da região. Os moradores conhecem de perto histórias de vida que se entrelaçam com suas realidades. A LAMSA acredita no trabalho social para resgatar e desenvolver a vida social dentro das comunidades”, diz Giovanna Curty, gerente de desenvolvimento socioambiental da LAMSA.

Projetos beneficiam moradores da região
Nas áreas da educação e cultura, o espaço disponibiliza biblioteca (com mais de 5 mil títulos), laboratório de informática, pré vestibular (com mais de 150 alunos), oficinas de teatro, hip hop, violão e de leitura para crianças e adultos. Os projetos desenvolvidos pelo museu visam favorecer a criação de canais que fortaleçam os vínculos comunitários entre os moradores. Por semana são atendidas mais de 380 pessoas nas oficiais.

“A LAMSA é nossa parceira de primeira hora, a mais antiga que está conosco na ampliação da cultura e educação . O apoio mostra o compromisso social com as comunidades do entorno da Linha Amarela. No Museu da Maré essa parceria é fundamental para manutenção da estrutura do local”, disse Antônio Carlos Vieira, também fundador do Museu.

“Beneficiamos mais de 3 mil pessoas. Criamos uma outra sociabilidade para região. É um trabalho de formação educacional que bate lá dentro de cada pessoa”, explica Luiz Antônio, outro responsável pelo espaço, que nasceu através da ONG Ceasm (Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré).

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