Primeira rua da Maré

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O Cidadão volta à rua onde moradores reclamavam de abandono e pergunta ao presidente da Associação sobre melhorias

Eliano Félix

Foto: Marcia Alves
Foto: Marcia Alves

Na edição de número 54 do jornal O Cidadão de 2008, publicamos uma matéria, onde existia uma grande preocupação dos moradores do Conjunto Esperança em relação às condições de conservação da rua José Moreira Pequeno, primeira rua da Maré para quem acessa o conjunto de favelas através da Avenida Brasil. Voltamos ao Conjunto Esperança e conversamos com o presidente da Associação de Moradores, Pedro Francisco, para saber o que foi feito para melhorar o acesso e a circulação das pessoas pelo local.

Jornal O Cidadão: Uma das grandes preocupações dos moradores, na época, era em relação ao lixo, que se espalhavam pela rua, isso melhorou?

Presidente da Associação dos Moradores – Pedro: À dois anos, firmamos parcerias com o responsável pelos garis comunitários, Sr. Rogério Lima, mais o Administrador regional, Del. Fizemos uma reunião e decidimos que, devido ser a primeira rua da comunidade, claro que não só por isso mas, por ser a porta de entrada da Maré,  deveríamos ter uma melhor apresentação. Então, junto a comerciantes e moradores, fizemos um pacto de manutenção e melhorias, parcerias na iluminação, limpeza. Parte cabendo à associação, parte cabendo aos moradores na conservação da rua. Com isso se tornou menos difícil essa manutenção.

O Cidadão: Outra questão era em relação à iluminação, como está agora?

Pedro: Com a parceria com a Adm. Regional e o contato com a Rioluz, reformamos a maioria da iluminação na rua, além de dobrar o número de refletores.

O Cidadão: Vocês não tinham garis comunitários, ainda enfrentam esse problema?

Pedro: Hoje não temos esse problema, como falei antes, devido às parcerias firmadas, além dos dois garis comunitários fixos, temos três apoios. Fizemos também uma melhor redistribuição do trabalho desses garis em nossas ruas, assim, conseguem dar conta da limpeza e manutenção sem precisar refazer o serviço, como antes.

O Cidadão: Na época, a presidente da Associação era Marilene Lopes, e ela dizia que achava importante o trabalho de conscientização de todos da comunidade. Existe um trabalho nesse sentido?

Pedro: Sim, trabalhamos a conscientização dos moradores em conversas com comerciantes, placas educativas. Fazemos a cada três meses uma reunião com todos os síndicos (35 síndicos), passamos nossos informativos a eles, onde repassam aos moradores a importância de cada um fazer a sua parte, na conservação e limpeza de nosso conjunto. Não chegamos ainda na meta ideal, mas é um trabalho contínuo nosso.

O Cidadão:Que serviços e atividades são oferecidos ao morador do Conjunto Esperança na Associação?

Pedro: Temos ginástica da terceira idade, futebol infantil, capoeira, judô, assessoria jurídica e, em breve teremos um projeto de inclusão digital.

O Cidadão: Hoje, qual o maior desafio enfrentado pela Amace?

Pedro: Hoje nossa grande prioridade é manter o que vem sendo feito. Além de melhorar o acesso dos moradores em relação às calçadas, sinalização das ruas com placas e números nos blocos residenciais. E, lutar por projetos sociais, ainda temos uma carência nesse sentido, e queremos ocupar a mente dos jovens e adolescentes dessa comunidade.

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