Vila Autódromo: comunidade exemplo de resistência

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Por Valdirene Militão

Vila Autódromo é uma comunidade que luta pela permanência desde 2010, quando resolveram que ela tinha que sair porque ali não era lugar de pobre morar. Mas os moradores têm permissão de uso da terra por 100 anos, dada pelo então governador Leonel Brizola há cerca de 40 anos. Das 250 famílias, hoje só permanecem 30 que ainda resistem às pressões que a atual prefeitura tem feito.
Depois de conseguir convencer os moradores com valores astronômicos de indenização, misturado com a pressão psicológica, a prefeitura conseguiu fazer com que muitos moradores saíssem. Muitos dos moradores que se mudaram acabaram adoecendo depois que descobriram que foram enganados com tantas mentiras em relação à nova moradia, porque lhes era dito que eles não precisariam pagar nada, e quando chegaram no apartamento descobriram que teriam de pagar por água, luz, condomínio e prestação do imóvel. E como conseguir pagar isso tudo se muitos eram aposentados ou desempregados? Por isso as doenças começaram a aparecer e ainda houve algumas mortes. O abandono dos animais de estimação também contribuiu para que a depressão chegasse mais rápido, já que antes da mudança são avisados de que não podem levar os animais de convivência. Assim a Vila Autódromo acabou virando um lugar de abandono de animais.
Para continuar a pressão com os moradores que ainda resistem, agentes da prefeitura deixam os entulhos das casas destruídas no meio da comunidade, vivem quebrando o cano de água e a falta de luz é constante. O prefeito falou que só saem os moradores que quiserem, e quem preferir pode ficar. Mas, na prática, a pressão para a retirada permanece. A Vila Autódromo é uma comunidade premiada por um plano de urbanização próprio pronto, mas basta um pouco de boa vontade dos nossos governantes para que ele possa ser implantado.

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