Dia nacional de luta da população em situação de rua

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Gizele Martins

Na tarde do dia 19 de agosto, mais de 50 participantes do movimento do ‘Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua’ estiveram nas escadarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, protestando, além de reivindicar direitos, um deles a moradia.

Foram pautadas também denúncias e as violações sofridas por esta população. A falta do direito à saúde e ao trabalho foram outros pontos colocados em debate. Durante o ato, o microfone ficou aberto para todos e todas colocarem o que pensam e o que reivindicam.

Movimento contra a criminalização da pobreza / Foto Gizele Martins
Movimento contra a criminalização da pobreza / Foto Gizele Martins

Admilso Tavares, um dos organizadores do movimento, diz que é preciso que a sociedade olhe para a população em situação de rua e lute por direitos. “A população de rua não é beneficiada, por exemplo, pelo projeto ‘Minha casa, Minha vida’. Sabemos que as pessoas que são beneficiadas por esse projeto não têm por perto delas nem escolas, nem transportes e nem trabalho. A gente não quer só moradia, a gente briga também por dignidade, trabalho, transporte, saúde pública. Nós queremos direitos”, disse.

Depois de se reuniram entregando panfletos e com falas abertas ao microfone em frente à Câmara, todos entraram para a entrega da carta às autoridades governamentais presentes. O Vereador Reimont Otoni, lembrou que essa, a Câmara dos Vereadores, é chamada a casa do povo, ela deve ser ocupada sempre para receber as prioridades do povo. “É uma alegria de estarmos neste espaço, a sociedade daquele tempo que construiu este salão nobre jamais imaginou que ele seria ocupado por nós, por cidadãos que lutam por dignidade, por direitos”, afirmou.

O sub-secretário municipal de Desenvolvimento Social, Rodrigo Abel, recebeu a carta de solicitações do movimento e disse estar feliz por vê-la ocupada pelo povo. “Que bom estar entre os que fazem a luta real desta cidade, é importante refletirmos o quanto é importante esta luta, a luta dos movimentos sociais, o papel do poder público é aprender com a luta de vocês. De um ano e meio pra cá nós tivemos que mudar muita coisa, procurar mais diálogo com a população, ouvir mais. Nós temos que ter a humildade, pois ainda temos muito o que fazer, muito o que melhorar. Temos que continuar fortes e construindo um futuro melhor para toda a sociedade”, concluiu.

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